As perseidas são uma chuva de meteoros anual que podem ser avistadas, tanto no hemisfério norte como no hemisfério sul, na região da constelação de Perseu.
Essa chuva de meteoros, ou “estrelas cadentes”, está associada aos detritos deixados pelo cometa Swift-Tuttle na órbita da Terra. Quando nosso planeta passa pela região onde estão esses detritos, todos os anos, entre julho e agosto, os mesmos penetram nossa atmosfera. Com o atrito, as partículas (muito pequenas, a maioria não passando de um grão de poeira) se aquecem, tornando-se incandescentes e, consequentemente, emitindo luz. São esses pontos luminosos riscando o céu que as pessoas costumam chamar de estrelas cadentes.

Perseidas (fonte: NASA).
Como localizar a constelação de Perseu?
Infelizmente para nós, habitantes da Grande São Paulo, a visualização das Perseidas será grandemente prejudicada, inclusive durante o pico de frequência, que acontece hoje, 12 de agosto. A constelação de Perseu, facilmente localizada no céu, estará sempre perto do horizonte, visível próximo ao amanhecer, por volta das 6h, olhando para o norte. Soma-se a poluição luminosa urbana e, o que é muito pior, as nuvens que nos têm acompanhado todas as manhãs.

Localizando a constelação de Perseu (clique na imagem para ampliá-la).
A imagem acima mostra o céu por volta das 6h da manhã, em Guarulhos. Perceba que, a partir do horizonte, Perseu é a primeira constelação acima do ponto cardeal norte. O radiante da chuva de meteoros está entre Perseu e Cassiopeia, bem próximo do horizonte. Mas creio que, neste ano, teremos que nos contentar com fotografias.