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Desafio de física 2009

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Cloridrato de cetamina

Recentemente, uma aluna perguntou, ao fim de uma aula, o que seria “ketamin”, substância referenciada em uma música por ela ouvida. Na ocasião, nada me ocorreu a respeito mas, após alguma pesquisa, concluí que trata-se do cloridrato de cetamina, um anestésico também vendido como “droga recreativa”, usualmente conhecido como Special K.

O cloridrato de cetamina tem efeito anestésico e analgésico, bem como hipnótico e psicotrópico. Muito usado como tranquilizante para cavalos, passou a ser mais consumido na Europa do que a cocaína, por ser mais barato e acessível.

Seu consumo pode levar a problemas pulmonares graves, principalmente em fumantes, que podem acarretar insuficiência cardíaca no lado direito do coração.

Alguns riscos decorrentes do consumo dessa droga:

  • Os consumidores podem ficar fisicamente incapazes de se mover, o que afeta a capacidade de condução de veículos.
  • A droga pode causar ataques de pânico, depressão e, quando consumida em doses elevadas, pode agravar problemas mentais pré-existentes.
  • Como diminui a percepção da dor, há um elevado risco de lesões graves sem consciência das mesmas.
  • Quando utilizada em doses elevadas e associada com outras substâncias depressoras, como o álcool, pode comprometer perigosamente a respiração e os movimentos cardíacos, podendo culminar em perda de consciência.
  • Sua interação com ecstasy e outras anfetaminas é muito perigosa, e pode elevar de forma descontrolada a pressão sanguínea.
  • O efeito anestésico provocado por consumo elevado de cloridrato de cetamina pode levar à morte, por perda de consciência e inalação de vômito.
  • Dados recentes oriundos de publicações médicas apontam o aumento de incidência de doenças do trato urinário em consumidores dessa droga.

Enfim, veja o que publicou a Folha On-line a respeito:

15/01/2009 – 12h50

“Special K” ultrapassa cocaína na preferência de usuários de drogas no Reino Unido

O tranquilizante para cavalos ketamina, também conhecido como “Special K”, ultrapassou a cocaína como substância mais procurada entre britânicos, de acordo com especialistas.

Segundo o DrugScope, do Departamento de Crimes no Reino Unido, o uso da droga mostrou um crescimento de 10% entre os anos de 2006 e 2007. Ainda de acordo com os dados, a popularidade da ketamina (que pode ser injetada, inalada, fumada ou ingerida) cresceu de 60 mil usuários entre 1998 e 2000 para 113 mil em 2008.

O uso do tranquilizante, antes restrito à cena dance music, ganhou popularidade e um novo crescimento entre a classe média devido ao seu preço –um grama da droga custa 20 euros no Reino Unido, metade do preço da mesma quantidade de cocaína. Além disso, de acordo com o jornal “The Independent”, há a crença de que o tranquilizante para cavalos seja uma droga “segura” e “limpa”.

Entretanto, o pesquisador David Nutt, responsável pela divisão de drogas no governo britânico, alerta que a ketamina se enquadra entre as seis mais perigosas substâncias ilegais –mais danosa, por exemplo, que o ecstasy ou a maconha. Especialistas afirmam que o mito de que a ketamina é livre de riscos encoraja jovens a usá-la –e aumentar as suas doses.

“É preocupante a evidência de que o consumo de drogas injetáveis está se disseminando mais entre as pessoas. Usuários estão subestimando os riscos envolvidos”, diz Martin Barnes, chefe executivo do DrugScope.

viaFolha Online – Ciência – “Special K” ultrapassa cocaína na preferência de usuários de drogas no Reino Unido – 15/01/2009.

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Agora ficou muito mais simples acessar o site do prof. Bira através de um celular, PDA ou smartphone. Basta direcionar o navegador do seu aparelho para o endereço padrão (www.professorbira.com) e o conteúdo será automaticamente apresentado no formato mais adequado. Assim será mais fácil para você ficar atualizado.

Calorímetro

O instrumento que serve para medir a quantidade de calor é o calorímetro. Este é constituído por um recipiente onde se coloca água; possui uma tampa que permite fechá-lo perfeitamente; está isolado termicamente, o melhor possível, do ambiente exterior. Um termômetro, que fica sempre imerso, assinala a temperatura da água contida no calorímetro.

O esquema visto ao lado ilustra o funcionamento do aparelho. Representa uma seção do instrumento – um béquer revestido por um isolante térmico (cortiça ou isopor, neste caso o ar), cheio de água, na qual está imerso um termômetro que acusa, por exemplo, a temperatura de 20°C. Colocam-se fragmentos de um metal (por exemplo, ferro a 60°C) dentro do calorímetro. A temperatura da água, inicialmente a 20°C, sobe, porque o metal cede calor, até que as temperaturas da água e do metal atinjam o mesmo valor t, de equilíbrio. Este valor depende de diversos fatores, entre os quais a quantidade de água presente no calorímetro, a massa dos fragmentos, e as temperaturas da água e do metal.

Equivalente em água

O ideal seria que o aparelho não trocasse calor, de modo algum, com o ambiente. Na prática, porém, o isolamento do recipiente que contém a água apenas reduz a um mínimo a troca de calor. Quando se imerge um corpo quente na água do calorímetro, ele aquece tanto a água quanto o recipiente, a parte imersa do termômetro e a camada de material isolante térmico em contato com o recipiente. Nota-se, assim, que nem todo o calor é utilizado para o aquecimento da água.

Costuma-se imaginar, então, que tudo se passa como se houvesse um pouco mais de água do que a realmente contida dentro do calorímetro. É possível, desse modo, determinar uma quantidade de água ideal, equivalente àquela parte do calorímetro que é aquecida. Para medir essa quantidade de calor cedida ao calorímetro, e então determinar seu equivalente em água, o processo é simples: junta-se ao aparelho uma quantidade conhecida de calor, vertendo-se, por exemplo, uma determinada massa de água a uma certa temperatura. Dessa maneira, é fácil calcular de que quantidade deverá aumentar essa temperatura. O aumento real, entretanto, será menor, pois o calor dissipa-se nas paredes do recipiente, do termômetro, da camada de material isolante, etc.

Para conseguir boas medidas é necessário homogeneizar a temperatura da água do calorímetro, antes de ler o termômetro. Usa-se um agitador, uma pequena haste de vidro ou metal colocado dentro do calorímetro e cujo equivalente em água é avaliado juntamente com os do termômetro e do recipiente.

(Fonte: Sala de Física – Leituras, disponível em http://br.geocities.com/saladefisica5)

Bacalhau fora do mercado?

Durante uma aula de Biologia um aluno perguntou se eu já havia visto um bacalhau, “bacalhau mesmo”! Disse-lhe que sim, após um pouco de piada sobre a situação, é lógico. Prometi-lhe colocar no site uma fotografia do peixe, promessa que cumpro agora.

1 Bacalhau em seu ambiente natural (fonte: Wikimedia).

Trata-se de um exemplar da espécie Gadus morhua, popularmente conhecida como bacalhau do Atlântico. Outras espécies de bacalhau são G. macrocephalus (bacalhau do Pacífico) e G. ogac (bacalhau da Groenlândia). Existem também outras espécies de peixes popularmente denominadas bacalhau, recebendo denominações regionais, além de ser muito mais baratas.

Após pescado, o animal é limpo, salgado e preparado, indo para o mercado sob a forma por todos conhecida.

2 Bacalhau pronto para venda (fonte: Wikimedia).

Folha de S.Paulo – Célula-tronco cura hemofilia em roedor – 13/01/2009

Com o tratamento, realizado por pesquisadores dos EUA, camundongos pararam de sangrar depois de serem feridos

Experimento usou técnica que manipula proteínas de tecido adulto para produzir célula com potencial similar ao das tiradas de embriões

Shinya Yamanaka/Associated Press

DA REDAÇÃO

O uso de células-tronco adultas pode ser a chave para um novo tratamento da hemofilia tipo A, segundo pesquisadores dos Estados Unidos. Essa doença hereditária provoca distúrbios na coagulação do sangue e atinge entre um e dois indivíduos em cada 10 mil pessoas.

Num estudo publicado na revista científica “PNAS” (www.pnas.org), cientistas mostram que conseguiram criar células-tronco reprogramadas que permitiam aos camundongos hemofílicos produzir as proteínas que lhes faltavam. Isso possibilitou que os animais parassem de sangrar após serem feridos.

Os pesquisadores, liderados por Yupo Ma, do Instituto do Câncer de Nevada (EUA), usaram células da pele humana (fibroblastos) e as reprogramaram para se tornarem capazes de produzir a proteína Fator VIII, crucial para a coagulação. Em seguida, injetaram as células alteradas no fígado dos animais hemofílicos.

Sete dias depois, os camundongos tratados já produziam a proteína em quantidade suficiente para parar uma hemorragia quando suas caudas eram feridas. Já os camundongos que não receberam o tratamento, mas foram feridos, morreram após algumas horas.

Os roedores que passaram pela terapia produziram apenas cerca de 16% da quantidade de Fator VIII, se comparados com camundongos saudáveis. Porém, isso parece ter sido suficiente para prevenir a hemorragia e inverter o principal sintoma de hemofilia A.

Os autores da pesquisa ressaltam que não observaram a formação de tumores nem de outros problemas patológicos induzidos, até o momento. Porém, afirmam que é necessário acompanhar a vida desses roedores para verificar se a terapia terá efeitos adversos.

O trabalho fez uso da técnica do cientista japonês Shinya Yamanaka, da Universidade de Kyoto, que criou as chamadas células-tronco pluripotentes induzidas (iPS, em inglês) a partir de células adultas.

O feito tinha sido obtido pela primeira vez em meados de 2006, com células de camundongo. Em 2008, dois grupos independentes de cientistas divulgaram ter conseguido fazer com que células humanas adultas da pele passassem a agir como se fossem as versáteis células-tronco embrionárias.

Esse tipo de terapia experimental tem ganhado espaço não só por sua eficácia, mas também por evitar o controverso -e burocrático- uso de embriões para pesquisa. Muitos grupos religiosos qualificam como aborto a prática de destruir embriões excedentes de clínicas de fertilização para extrair células-tronco.

Se as iPS um dia puderem ser usadas em humanos, terão ainda uma terceira vantagem. Como elas podem ser derivadas de células adultas do próprio paciente, isso minimiza os efeitos colaterais relacionados à rejeição imunológica. Segundo o estudo, esse tipo de terapia de pode também ser útil em outros tipos de doenças genéticas.

Tentativas anteriores de terapia genética para tratar a hemofilia falharam por uma série de razões, incluindo a rejeição pelo sistema imunológico.

via Folha de S.Paulo – Célula-tronco cura hemofilia em roedor – 13/01/2009.

Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa

Desde 1.o de janeiro está em vigor a nova ortografia da língua portuguesa. Fique por dentro das novas regras através deste excelente resumo da Lexicon, editora responsável pela publicação do iDicionário Aulete. Vale a pena imprimir e levar com seu material.